quinta-feira, 24 de junho de 2010

Fascination - Nat King Cole


Nat King Cole, nome artístico de Nathaniel Adams Coles, (Montegomery, 17 de março de 1919 — Santa Mônica, 15 de fevereiro de 1965) foi um cantor e músico de jazz norte-americano, pai da cantora Natalie Cole.

Sua voz marcante imortalizou várias canções, como: Mona Lisa, Stardust, Unforgettable, Nature Boy, Christmas Song, "Quizás, Quizás, Quizás", entre outras, algumas das quais nas línguas espanhola e portuguesa.

Suas músicas românticas tinham um toque especial junto a sua voz associada ao piano, tornando-o assim um artista de grande sucesso.

Nat King Cole aprendeu a tocar piano na igreja onde seu pai era pastor. Desde criança ele esteve ligado à música, tocando junto ao coral da mesma igreja. Cole lutou contra o racismo durante toda a sua vida, sempre recusando-se a cantar em platéias com segregação racial

Por ter um hábito de fumar diariamente três maços de cigarro, o cantor morreu vítima de câncer. Um de seus últimos trabalhos foi no filme Cat Ballou, onde canta a balada da personagem título, interpretada por Jane Fonda.

Infância em Chicago

Seu pai, Don Edward Coles, era açougueiro e diácono da Igreja Batista. Sua família mudou-se para Chicago quando Nat ainda era criança. Lá, o pai tornou-se pastor e a mãe, Perlina Adams, ficou encarregada de tocar o órgão da igreja. Foi a única professora de piano que Nat teve em toda sua vida. Aprendeu tanto jazz como música gospel, sem esquecer a música clássica.



sábado, 5 de junho de 2010

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NOTÍCIA (NÃO) LIDA NO JORNAL

Morreu hoje no Rio com não se sabe quantos anos o poeta sem nome.
O corpo destituído da essência foi achado à beira do mangue
sem beleza
sem lua
sem asa
sem música
sem árvore
sem manhã.
Não há quem diga a causa mortis
porque apesar de morto parecia querer levantar-se
e colher na mão vazia o vôo da abelha no sol da tarde.
Deixou no inventário um lápis de cor
uma página em branco
um rio fluindo
um postal de Lisboa
umas roupas
uns discos
uma begônia à janela
um sino ao vento
e uma verdade
a serem repartidos com os justos.
Parentes não vieram reclamar o corpo
mas as borboletas, sim.
E o levaram na brisa azul do crepúsculo.

(O enterro será amanhã, naquela nuvem que se prepara para chover.)

Sergio Bernardo
Nova Friburgo/RJ