sábado, 28 de março de 2009

Características das células-tronco

Nem todas as células-tronco têm o mesmo potencial para a diferenciação

Já dissemos que a célula-tronco por excelência é o zigoto, porque é uma célula totipotente, isto é, capaz de formar tanto o embrião (e, portanto, todo o organismo adulto) como também uma estrutura extra-embrionária, a placenta. O processo de clivagem (ou seguimentação) do zigoto produz então, por volta do terceiro ou quarto dia após a fecundação, uma estrutura chamada mórula, composta por 16-32 células num arranjo compacto, que lembra uma amora. Nesta etapa as células que compõem o embrião ainda são totipotentes.



Etapas iniciais no desenvolvimento embrionário humano

Por volta do quinto dia, o embrião humano encontra-se na fase de blastocistos, um estágio de 32-64 células com a forma de uma esfera oca. A camada mais externa de células dessa esfera, chamada trofoblasto, dará origem aos tecidos extra-embrionários (placenta). No interior da esfera, um agrupamento de células localizado em um dos lados da cavidade (a massa celular interna) dará origem ao embrião propriamente dito.

As células da massa celular interna já não apresentam um potencial tão completo de diferenciação quanto o das células anteriores: são capazes de dar origem a todas as estruturas do embrião, mas não aos tecidos placentários. Essas células são então consideradas células-tronco pluripotentes.

A medida que o embrião se desenvolve, as células que o compõe mostram um potencial para diferenciação cada vez menor. Passamos então de células pluripotentes para células multipotentes (isto é, capazes de dar origem a um número menor de células especializadas) e destas para as células progenitoras (ou precursoras). As células progenitoras já náo podem ser consideradas como células-tronco, pois ao se dividir não produzem outras células progenitoras similares. Ao contrário, as células resultantes da divisão adquirem uma morfologia e fisiologia próprias, especializando-se no desempenho de uma tarefa específica no organismo (células diferenciadas).


Retomando a imagem da "árvore" que vimos anteriormente, representando o desenvolvimento embrionário até a formação de um organismo adulto, veríamos que, a partir dos galhos mais grossos (células-tronco pluripotentes), os ramos vão se bifurcando(células-tronco multipotentes) e ficando cada vez mais finos (células progenitoras), até chegarem às folhas (que representam os tipos celulares já completamente diferenciados).

Células-tronco embrionárias e células-tronco adultas

Até aqui fizemos referência ao fato de que, durante o desenvolvimento embrionário, encontramos células-tronco com diferentes potenciais de diferenciação celular. mas isso não significa que, uma vez formado o indivíduo, todas as células sejam células plenamente diferenciadas. Mesmo num organismo adulto, existem tecidos e órgãos que precisam ser continuamente renovados; dessa forma, as células-tronco são fundamentais na manutenção dessas populações celulares. Como exemplo, podemos lembrar a produção constante do sangue, o crescimento contínuo dos pelos, a renovação das células da pele e também das células da mucosa do tubo digestório.

Classicamente se admite que as células-tronco adultas diferem das células-tronco embrionárias, pois apresentam um potencial mais limitado de diferenciação. Embora somente algumas sejam consideradas pluripotentes (na medula óssea, por exemplo), em sua maioria são células multipotentes e progenitoras, capazes de dar origem apenas a um determinado tipo celular ou, no máximo, a poucos tipos celulares relacionados.

Há tempos já se sabia da presença de células indiferenciadas em meio às demais células do epitélio gastrointestinal. Esse é um tipo de epitélio que se renova totalmente a cada sete dias, e essa renovação se faz à custa, exatamente, dessas células-tronco (ou células-fonte, como são às vezes chamadas), que se dividem continuamente por mitose. Em tecidos epiteliais estratificados (com várias camadas)-como a epiderme, por exemplo--as mitoses ocorrem continuamente na camada mais basal do epitélio (a chamada camada germinativa).

Atualmente já foi estabelecida, com segurança, a presença de células-tronco em locais tão diversos do corpo humano como o cérebro, retina, córnea, músculos, coração, medula óssea, sangue, parede dos vasos sanguíneos, pâncreas, tecido adiposo e polpa dentária.

Mais recentemente, pesquisas feitas com células-tronco adultas do corpo humano indicaram uma certa capacidade de transformação de um tipo celular em outro, quando a célula-tronco é submetida a procedimentos diversos. Assim, por exemplo, demonstraram-se, entre outras, as seguintes transformações:

  • de células-tronco neurais em músculos;
  • de células-tronco do tecido adiposo em cartilagem, osso e músculo;
  • de células-tronco da medula óssea em músculo, células nervosas, fígado, osso, cartilagem e gordura.

Células-tronco também foram indentificadas no cordão umbilical e na placenta. Ora, essas células não são exatamente um exemplo de células-tronco embrionárias porque não pertencem a um embrião, mas, sim, a estruturas extra-embrionárias, e também porque apresentam uma capacidade de diferenciação celular limitada. Assim são consideradas -- por comodidade, já que provêm de estruturas que não pertencem ao corpo de um ser humano adulto -- como células-tronco adultas. Ou, se quisermos utilizar um termo mais adequado e mais abrangente, que possa referir-se tanto às células-tronco do cordão e da placenta como àquelas presentes no organismo adulto, podemos falar em células-tronco pós-natais.

Células-tronco no cordão umbilical e na placenta.

No Brasil existem atualmente cerca de uma dezena de Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP). Nesses locais, o sangue coletado do cordão umbilical e da placenta de doadores é armazenado para utilização futura em pesquisa e terapias. Esse sangue contém células-tronco homocitopoéticas (isto é, que dão origem a todos os tipos de células sanguíneas), extremamente úteis no tratamento de moléstias hematológicas graves, como leocemias, anemia falciforme e talassemia, entre outras.

Segundo alguns pesquisadores, essas células, por serem provinientes dos estágios iniciais da vida, apresentam um potencial para a diferenciação celular mais amplo que aquele das células-tronco homocitopoéticas adultas.

Quando se faz referência à existência de células-tronco no cordão umbilical e na placenta, usualmente só se pensa nas células precursoras de células sanguíneas. Mas é bom lembrar que em meio ao tecido de preenchimento do cordão umbilical também é encontrado um outro tipo de células-tronco, as células mensenquimais, antecessoras das células dos tecidos adiposo, conjuntivo, cartilaginoso e ósseo.

terça-feira, 24 de março de 2009

CÉLULAS-TRONCO

O que são células tronco?

O corpo humano é formado por cerca de 200 tipos distintos de células, que se juntam de diversas maneiras a fim de construir nossos tecidos. Assim, temos células tão diferentes como as células musculares, com capacidade de se contraírem e de realizar trabalhos mecânicos; as células nervosas, que geram e transmitem os impulsos nervosos; as células do fígado responsáveis pela desintoxicação do organismo; certas células do pâcreas, que produzem insulina; e outras.

Todas essas células, em última análise, provêm de uma única célula inicial, resultante da fecundação de um óvulo por um espermatozóide, a chamada célula ovo ou zigoto. Ao longo do desenvolvimento embrionário, essa célula se divide e, em seguida, as células-filhas fazem o mesmo e assim por diante. À medida que ocorre essa multiplicação celular, as células-filhas vão tomando diferentes "decisões", adquirem uma morfologia própria e se especializam numa função especifica, participando dessa forma da construção do organismo.

Somos então levados à surpreendente conclusão de que o zigoto deve conter, em suas intruções genéticas, todas as informações necessárias à formação de todas essas células. E de fato, o zigoto pode ser considerado a célula-tronco prototípica, isto é, uma célula totipotente, capaz de dar origem a todos os tipos celulares existentes num organismo adulto.

Uma célula-tronco (em inglês, stem cell) é, portanto, uma célula não especializada, ou seja, que ainda não se diferienciou em nenhum tipo celular especifico. Nesse sentido, o termo tronco (ou "haste", que é o significado da palavra stem na língua inglesa) é muito adequado. Imagine uma árvore na qual o tronco principal, único, se ramifica em vários galhos, e cada galho em outros ainda mais delgados, e assim por diante até chegarmos às folhas. Essa árvore representaria então o desenvolvimento embrionário de um animal: desde o zigoto até a efetiva formação de todos os diferentes tipos celulares presentes no corpo do adulto.

Característica das células-tronco

As células-tronco mostram três propriedades fundamentais: auto-renovação, proliferação e diferenciação.

Na auto-renovação, que ocorre por mitoses, as células-tronco geram cópias idênticas de si mesmas. O importante, nesse caso, é que a população dessas células pode manter seu número mais ou menos constante, mesmo quando parte delas segue o caminho da diferenciação (ou seja, o organismo mantém um "estoque" permanente daquelas células-tronco).

A proliferação, também por mitoses, garante um número adequado de células-tronco num dado local do organismo, em determinado momento do seu desenvolvimento.

A diferenciação permite o surgimento de tipos celulares distintos, em termos morfolólicos e funcionais e, por extensão, de tecidos e orgãos especializados. O processo de diferenciação é regulado pela expressão preferencial de genes específicos nas células-tronco, mas ainda não se sabe em detalhes como ocorre. Certamente, isso depende também do microambiente em que a célula-tronco está inserida - ou seja, pela influência exercida pelas células da vizinhança e pela presença (ou ausência) de variados fatores de diferenciação celular.

Algumas células do nosso corpo, como os neurônios e as hemácias, atingem um estado diferenciado e maduro e a partir de então não mais se dividem. Já algumas outras células, embora usualmente não se dividam, podem fazê-lo rapidamente quando expostas aos sinais apropriados. Um exemplo disso são as células-tronco adultas, presentes em várias partes do corpo humano, que passam a se dividir quando ocorre uma lesão naquele tecido, a fim de compensar as células perdidas.

Matéria dos professores Sezar e Caldini, escrita no "FASCÍCULO FUVEST"

segunda-feira, 16 de março de 2009

Mel

 
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A Mel apareceu um dia na nossa rua
Estava andando com certa dificuldade
Ela passou por nossa vista e continuou caminhando, mas voltou e ficou parada em frente à nossa casa, com um olhar de quem procura um amigo ou um abrigo, não sei
Os meus irmãos perceberam que ela precisava de ajuda. Eu também percebi, mas não sou muito de estender a mão
Eles recolheram a Mel e cuidaram do ferimento em seu dorso
Recuperada e bem tratada ela brinca bastante
Tem um andar um tanto diferente herdado do ferimento e que eu, brincando, imito às vezes
A Mel sonha e, de vez em quando, chora, mas quando acorda ela sorri e acaricia cada um de nós, como que agradecendo os cuidados que tivemos com ela
Eu nunca abracei a Mel, mas tenho nos meus neurônios um espaço com almofadas de ternura para ela descansar
A Mel é como uma alegria incondicional que se instalou em nossas vidas.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Aplicação da equações

Léo, você perguntou onde usar o que aprendeu ou vai aprender sobre equações. Vou colocar aqui sugestões que podemos encontrar em livros e na internet.



Resolução de problemas


Quando vamos resolver um problema , devemos:





  • ler com atenção o problema e levantar os dados.


  • fazer a tradução da sentença (enunciado do problema) para a linguagem matemática com suas letras e símbolos.


  • resolver a sentença matemática obtida.


  • analisar o resultado obtido e dar a resposta conveniente.


Alguns exemplos envolvendo equações do 1º grau com uma variável:

1º exemplo:

Em uma corrida de automóvel, um corredor desiste da competição ao completar 2/5 da prova. Se tivesse corrido mais 36 km, teria cumprido a medade do percurso total. De quantos km é o percurso total da prova?

Resolução: O problema pede para encontrar um certo número que representa, em km, o percurso total da prova.

Vamos indicar esse número pela letra x e escrever a equação correspondente, usando a letra x onde for necessário indicar o número desconhecido:





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2º exemplo:

Em um colégio, 20% dos professores ensinam matemática. Sabendo-se que o colégio ainda tem 24 professores que ensinam as outra matérias, quantos professores há, ao todo, nesse colégio?


Resolução
O problema pede o número total de professores de um colégio.
Indicando esse número por y, escrevemos a equação correspondente, usando y onde for necessário indicar o número desconhecido.


quarta-feira, 11 de março de 2009

sábado, 7 de março de 2009