sábado, 5 de junho de 2010
NOTÍCIA (NÃO) LIDA NO JORNAL
O corpo destituído da essência foi achado à beira do mangue
sem beleza
sem lua
sem asa
sem música
sem árvore
sem manhã.
Não há quem diga a causa mortis
porque apesar de morto parecia querer levantar-se
e colher na mão vazia o vôo da abelha no sol da tarde.
Deixou no inventário um lápis de cor
uma página em branco
um rio fluindo
um postal de Lisboa
umas roupas
uns discos
uma begônia à janela
um sino ao vento
e uma verdade
a serem repartidos com os justos.
Parentes não vieram reclamar o corpo
mas as borboletas, sim.
E o levaram na brisa azul do crepúsculo.
(O enterro será amanhã, naquela nuvem que se prepara para chover.)
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Ferramenta útil
Durante a digitação de um texto no Word você precisa efetuar um cálculo. Por exemplo: "eu dei vinte mil réis para tirar três e trezentos, você tem que me voltar"...quanto? Bem, para isso não precisa carregar o Excel nem invocar a calculadora do Windows. Pode usar uma ferramenta do próprio Word e é tão útil quanto desconhecida. No exemplo acima , logo depois do espaço que sucede à palavra "voltar", tecle Ctrl+F9 (mantenha a tecla Control apertada e tecle F9) e, no interior do "campo" que surge na tela, digite " =20-3,3" (sem aspas ; basta o sinal de igualdade seguido da operação matemática desejada, no caso subtração). Depois , tecle F9 e veja o resultado da operação substituir o cálculo. as funções matemáticas do Excel não são aceitas, mas você pode usar uma expressão que dependa apenas de valores e operadores, inclusive parênteses e exponenciação. Não se esqueça de preceder a expressão com o sinal de igualdade, um erro comum quando se usa esta função.
Porcentagens e aplicações
Nas transações comerciais pode prejuízo ocorrer ou lucro.
- Transação com lucro
Transação de prejuízo
1 - Uma loja deseja vender um com equipamento lucro equivalente a 40% do preço de custo (C). Se o equipamento custou R $ 6.000,00, por quanto deve ser vendido?
SOLUÇÃO:
O lucro deve ser equivalente a 40% do preço do custo.
Assim, L = 40% de C.
Logo, L = 0,40C
Mas C = 6.000,00
Então,L = 0,40 * 6.000,00 = 2.400,00
Portanto, V = 6.000,00 + 2.400,00 = 8.400,00
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2 - do Dr. Mário deseja vender um terreno com lucro de 40% preço de venda. Se o terreno custou R $ 6.000,00, por quanto deve ser vendido.
SOLUÇÃO:
O lucro deve de serer 40% do preço de venda, que é desconhecido. Assim L= 40% de V.
Logo,
L = 0,40V. Mas, C = 6.000,00 e C + L = V. Então,
6.000,00 + 0,40V = V
6.000,00 = V - 0,40V
6.000,00 = 1 - O, 40V
6.000,00 = 0,60V
6.000,00 ÷ 0,60 = V
10.000,00 = V
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3 - Um componente eletrônico é, comprado por R$ 400,00 e vendido por R $ 500,00, nessa transação, determinar a taxa percentual de lucro relativa:
a) ao preço de custo
b) ao preço de venda
SOLUÇÃO:
O lucro (L) dessa transação é obtido da seguinte maneira:
L = 500,00 - 400,00 = 100,00
A taxa percentual de lucro é dada pela razão entre o lucro e o valor de compra ou de venda, dependendo com qual deles desejamos relacionar o lucro.
a) i = L ÷ C = 100,00 ÷ 400,00 = 0,25 = 25%
b) i = L ÷ V = 100,00 ÷ 500,00 = 0,20 = 20%
OBS.
a) É costume indicar a taxa percentual pela letra (i)
b) O lucro relacionado com o preço de custo é maior do que o lucro relacionado com o preço de venda.
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4) Um comerciante deseja ter um lucro de 20% sobre o preço de venda. Qual deve ser o acréscimo, em porcentagem, que ele deve incluir no preço de custo de seus produtos para que isso aconteça?
SOLUÇÃO:
Pelos dados do problema, concluímos que, para cada R$ 100,00 recebidos, ele deseja ganhar R$ 20,00. Isso aó acontece se o custo for de R$ 80,00, pois R$ 100,00 − R$ 20,00 = R$ 80,00, isto é, quando V=100, L=20 e C=80
Relacionando o lucro com o custo obtemos a seguinte taxa percentual:
L ÷ C= 20 ÷ 80=0,25 ou 25%
Essa taxa corresponde ao acréscimo que o comerciante deve dar dar ao preço de custo. Assim, para ter um lucro de 20% do preço de venda é necessário vender o produto por 25% a mais do que ele custou.
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5) O preço de custo de um aparelho eletrônico é de R$ 12.000,00. Ele vai ser vendido com um prejuízo de 10% do preço de custo. Qual deve ser o preço de venda do aparelho?
SOLUÇÃO:
O preço de venda vai ter um prejuízo de: P = 10% de C, Isto é,
P = 0,10 ∗ 12.000,00 = 1.200,00
Logo o preço de venda desse aparelho é dado por:
V = 12.000,00 − 1.200,00 = 10.800,00
Daí, V = 10.800,00
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6) Vendi um terreno por R$ 32.000,00, com um prejuízo de 20% do preço de custo. Quanto eu havia pago pelo terreno?
SOLUÇÃO:
P = 20% de C
Daí, Prejuízo = 0,20C mas, C − P= V Assim,
C − 0,20C =32000 e, portanto,
1C − 0,20C = 32000
0,80C = 32000
C = 32000 ÷ 0,80
C = 40000
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segunda-feira, 24 de maio de 2010
BISFENOL-A: Contaminação da água pelo plástico
admin
bisfenol-A, contaminação
Um grupo de cientistas do Instituto Federal do Maranhão estuda há quatro anos a contaminação da água por uma substância chamada Bisfenol-A (BPA) – composto químico utilizado na fabricação de plástico. Os pesquisadores analisaram a água mineral condicionada em garrafas plásticas, o sistema de distribuição de água de São Luís e a água dos rios Anil e Bacanga.
A água mineral engarrafada em recipientes plásticos apresentou o maior índice de contaminação. De acordo com a professora Natilene Brito, o Bisfenol-A pode provocar sérios danos à saúde humana, uma vez que afeta, sobretudo, o sistema endócrino do organismo. Dentre os principais malefícios, estão os cânceres de próstata e de mama, atrofia do genital masculino, infertilidade, anencefalia (ausência de cérebro em recém-nascidos), entre outros problemas.
[Por Maristela Simonin, do MAMAblog] Os plásticos estão entre os produtos mais populares que conhecemos. Dia desses fiquei imaginando se ainda seria possível um mundo sem plásticos. Concluí que não, pois eles nos cercam, estão em toda parte. Tirante o fato de que é possível trocar alguns hábitos por outros mais ecológicos, só há uma coisa positiva que podemos fazer em relação a eles: seguir o exemplo de milhares de consumidores em outros países e pressionar nossos parlamentares, governantes e empresários a banir deles algumas substâncias que são perigosas para a nossa saúde e a saúde do planeta.
Três tipos de plástico vêm sendo particularmente incriminados: o PVC, o poliestireno e o policarbonato. É que eles, principalmente quando são aquecidos ou colocados sob pressão, liberam substâncias danosas, como o ftalato, o estireno e o bisfenol A, mais conhecido pela sigla em inglês BPA (BFA em português). Partículas minúsculas dessas substâncias contaminam o meio ambiente e podem penetrar no nosso corpo através do que comemos, bebemos, usamos, e do ar que respiramos.
Garrafas de plástico, quando aquecidas com água fervente, liberam químicos tóxicos bisfenol A (BPA), a uma taxa 55 vezes superior do que quando preenchidas com água temperatura em ambiente. É o que afirma um estudo realizado por pesquisadores da University of Cincinnati College of Medicine e publicado na revista Toxicology Letters. Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.
http://www.nytimes.com/2010/01/16/health/16plastic.html
http://www.ecodebate.com.br/tag/bisfenol-a/
domingo, 23 de maio de 2010
FOLHA DE ESTILOS COM CÓDIGO BÁSICO. CADA REGRA COMPÕE-SE DE TRÊS PARTES:
<!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.01//EN">
<html>
<head>
<title>Minha primeira página CSS</title>
<.style type="text/css">
body {
padding-left: 11em;
font-family: Georgia, "Times New Roman",
Times, serif;
color: purple;
background-color: #d8da3d }
ul.navbar {
list-style-type: none;
pedding: 0;
margim: 0;
position: absolute;
top: 2em;
left: 1em;
width: 9em; }
h1 {
font-family: Helvetica, Genova, Arial,
SunSans-Regular, sans-serif }
ul.navbar li {
background: white;
margin: 0.5em 0;
padding: 0.3em;
border-right: 1em solid black }
ul.navbar a {
text-decoration: none }
a:link {
color: blue }
a:visited {
color: purple }
address {
margin-top: 1em;
padding-top: 1em;
border-top: thin dotted }
<./style>
<./head>
<body>
Aqui completamos a folha de estilos. A seguir vamos ver como colocar a folha de estilos em um arquivo separado e com isto usar uma folha para várias páginas.
terça-feira, 20 de abril de 2010
RALLENTANDO
Por enquanto, ela tomaria o leite espumando branco dentro do copo de vidro e quando chegasse ao fim, olharia para o mundo através dessa sua luneta infantil e lamberia o bigode branco pra dentro da boca. Ela via o mundo e o mundo era feito de rimas e brinquedos de roda. Talvez quando ela crescesse, ela deixaria de acreditar na luneta e nas estrofes e deixaria de querer compreender o mundo desde o fundo de um copo de vidro. E compreenderia tudo melhor, ela era míope da realidade e não sabia, ela não conhecia Miguilim. Por agora, ela seguraria nas tetas rosas e sentiria morno, morno debaixo do cobertor da cama preguiçosa.
Ela andava pelo meio do roseiral. Ela cheirava as flores, cutucava-lhes os miolos com as pontinhas dos dedos, como se fossem eles a machucá-las, não as rosas a eles. Ela sentia o perfume e aspirava mais, ela aspirava o rapé que morava dentro das rosas. Fazia manhãzinha bem cedo, manhãzinha friinha com nuvens que desciam até o roseiral para fingir de céu que as mãos da menina alcançavam e levavam à boca, para provar o gosto. Depois ela lambia os beiços de novo e limpava o bigodinho branco de nuvem. Era nublado no quintal da avó, era nuvem espalhada pelo chão, eram terra e plantas e homens e silêncio molhados de sereno. Ela andava de braços abertos, correndo o perigo dos espinhos de um lado e do outro, nas palmas das mãos. E deitava-se na terra serena orvalhada, com a camisola branca. Rolava um pouquinho por cima do estrume que cobria a cama das roseiras, a coberta morna das rosas, ela brincava de flor, de jardim. De vez em quando, chovia. Chovia fininho pra não atrapalhar o brinquedo, e ela ficava quieta sentindo frio, depois secava no sol. Ela ficava quieta, sem mexer nem um tantico e depois levantava e corria. Ela dançava brinquedos de roda no roseiral.
De vez em quando, ela acordava assustada. Puxava de novo a camisola, ainda do avesso, olhava para baixo, para ali, acima da barriga, e olhava: não há mais tempo para o por enquanto. Ela sentia a paina de dentro do travesseiro, macia e branca, escondida na fronha, tirava debaixo dele um vidrinho de perfume. Girava a rosca, com cuidado para não derramar. Segurava o frasco perto do nariz e aspirava. Ela tinha guardado um pouco da chuva da infäncia. Ela cheirava a saudade guardada no frasco. Ela lembrava, lembrava friinho. E a neta entrava no quarto e dizia, baixinho, com voz de medo de acordar cedinho: Vó, tô indo brincar no quintal. Ela lembrava quentinho, debaixo do cobertor.
Amenina do Didentro atual é:
http://meninadodidentro.blogspot.com/search?updated-max=2010-01-26T09%3A56%3A00-05%3A00



